A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, revelou que a inteligência artificial poderá impactar até 60% dos empregos em economias desenvolvidas nos próximos três a cinco anos. Ela comparou a chegada da IA a um "tsunami lento", destacando o risco de profundas desigualdades entre países que concentram a produção dessa tecnologia e aqueles que enfrentam dificuldades para se integrar a esse novo ecossistema.
Além do mercado de trabalho, Georgieva chamou atenção para ameaças à estabilidade financeira, destacando a superestimação das tecnologias disruptivas e os investimentos arriscados, que podem desencadear impactos sistêmicos. Para mitigar esses riscos, o FMI propõe uma matriz de preparação baseada em infraestrutura digital, requalificação da força de trabalho e regulamentação clara para impulsionar a adoção responsável da IA.
Outro ponto levantado foi a preocupação com a cibersegurança no contexto da inteligência artificial generativa, que pode aumentar a sofisticação dos ataques virtuais, elevando o risco de falhas sistêmicas no setor financeiro global. O debate sobre como equilibrar o progresso tecnológico e a proteção social e financeira está em evidência entre líderes globais.
Como você acredita que políticas públicas podem ajudar trabalhadores a se adaptarem às mudanças causadas pela inteligência artificial?