Cerca de 300 pessoas, majoritariamente jovens entre 20 e 40 anos, participam do Pull The Plug, um grupo que organiza protestos contundentes contra empresas envolvidas no desenvolvimento da inteligência artificial (IA). Recentemente, esse coletivo interrompeu um jantar em Londres com um alto executivo da Nvidia e também realizou manifestações em frente à sede da Palantir. Esse ativismo ganha força após notícias preocupantes, como o vazamento de agentes da OpenAI e alertas de pesquisadores sobre riscos catastróficos da IA.
Além das ações diretas, outras redes como Pause AI, que reúne grupos de 17 países, tiveram aumento expressivo de voluntários e organizaram protestos em cidades europeias. A mobilização reúne apoiadores diversos, desde estudantes que temem perder oportunidades profissionais até ambientalistas contra a construção de data centers, que demandam grande infraestrutura física para a IA. Em alguns casos, parte dos protestos evoluiu para ataques ilegais contra instalações e residências ligadas ao setor.
Especialistas alertam que, se as demandas por transparência e governança democrática da IA não forem atendidas, o movimento pode radicalizar ainda mais, elevando o risco de violência política relacionada à tecnologia. Enquanto isso, a expansão das ações diretas e a diversidade dos perfis envolvidos indicam um crescente descontentamento com os rumos do desenvolvimento da inteligência artificial.
Você já participou ou consideraria participar de protestos contra a inteligência artificial? Por quê?