Rodolfo Ceppas Bastos, economista com mais de 25 anos de mercado e fundador da Oyster Academy, alerta para comportamentos que prejudicam a estratégia de investimentos no longo prazo. Um dos maiores erros é desmontar a carteira em meio a crises, justamente quando a resistência do patrimônio é mais necessária. Ele explica que os investidores devem montar carteiras que considerem a possibilidade de turbulências e resistir à tentação de vender ativos no pior momento.
Além disso, Bastos destaca que buscar apenas os fundos ou ativos que tiveram melhor rentabilidade recente pode desviar o foco da construção sólida de uma alocação que funcione ao longo do tempo. Para ele, rentabilidade passada não é garantia de retorno futuro, pois condições de mercado e juros apresentam variações. O economista também enfatiza a importância do tempo como componente fundamental: o valor do investimento depende da combinação entre capital, retorno e tempo, com os juros compostos atuando sobre os rendimentos acumulados.
Outro ponto relevante é o diferimento fiscal, ou seja, o momento do recolhimento do Imposto de Renda deve ser considerado para maximizar ganhos, especialmente em aplicações de longo prazo. Bastos observa que a volatilidade é inerente a ativos de risco, como ações e multimercados, e que carteiras bem elaboradas reduzem o risco de decisões precipitadas. Por fim, ele sinaliza que a análise do perfil do investidor deve ir além da classificação tradicional para incluir patrimônio, objetivos, estrutura familiar e necessidades futuras.
Como você reagiu com seus investimentos na última crise: manteve a carteira ou vendeu ativos?