O patrimônio líquido da indústria de investimentos no Brasil atingiu R$ 11,5 trilhões em setembro de 2026, um crescimento de 9,8% em relação ao ano anterior, segundo a Anbima. Apesar do aumento no volume total, o ritmo de crescimento ficou abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 10,9%. Entre janeiro e setembro, a indústria captou R$ 251,7 bilhões, valor superior aos R$ 156,4 bilhões captados no mesmo período de 2025.
A alocação dos recursos revela tendências divergentes: fundos de renda fixa continuam liderando a captação líquida, com R$ 136,1 bilhões, seguido por fundos de investimento em direitos creditórios (R$ 56 bilhões) e fundos de índice (ETFs), que captaram R$ 42,5 bilhões. Já os fundos previdenciários registraram saídas líquidas de R$ 12,4 bilhões, enquanto fundos de ações tiveram retiradas de R$ 10,9 bilhões e multimercados, R$ 9,3 bilhões.
O número de fundos cresceu 5,3%, um pouco abaixo da média histórica, e as gestoras focadas em crédito se destacaram, aumentando em 111% entre 2022 e 2026. Este cenário mostra um movimento claro de fuga de recursos das modalidades mais associadas à maior volatilidade, como ações e multimercados, em direção a investimentos com perfil de menor risco e maior previsibilidade de retorno.
Você já mudou a alocação dos seus investimentos com base na saída de recursos dos fundos de ações e multimercados?